Me fizeram refletir:

1- Seja inadequado, porque não se adequar a uma sociedade doente é uma virtude – no Pensar Contemporâneo

2- Você está feliz com você mesmo? – no Nowmastê

3- Contentamento é compreender – no Simples Propósito

4- Podemos melhorar essa nossa conexão – em Bons Fluidos

5- Metamorfose: Lições que vão além da borboleta – no The Sun Jar

6- To do list: o que temos para hoje? – em Camile Carvalho

7- Precisamos abraçar nossas sombras – no Conti Outra

Gratidão!

Sobre os aprendizados que colhi no caminho da Existência

 

  1. Um dos segredos para uma vida feliz está na valorização do que se tem e não no engrandecimento do que está carente.
  2. É muito bonito quando o ser humano se encontra com o Sagrado e vive seu próprio momento de religação.
  3. O equilíbrio é relevante para uma vida estável.
  4. Não é sábio deixar que a espiritualidade perca o verdadeiro sentido, tornando-se o mero “cumprir ritos”, sem que o coração esteja presente.
  5. A vida baseada no respeito para com os outros e suas particularidades é importante para uma existência repleta de paz.
  6. Não guarde suas experiências importantes para si. Compartilhe com alguém de sua confiança ou transmita o que achar útil para o desenvolvimento de outras pessoas.
  7. A manutenção da vida espiritual exige determinação, ou seja, enfrentar os obstáculos, que certamente surgirão, e seguir em frente no propósito da evolução.
  8. Desenvolva compaixão e empatia pelos seus semelhantes.
  9. É no coração do ser humano que reside a resposta para as questões fundamentais da existência.
  10. A partir do momento em que crescemos e melhoramos espiritualmente, nos tornamos capazes de servir mais aos outros.
  11. Cuidado com o egoísmo e o descontrole (em qualquer área da sua vida).
  12. Mude a si mesmo antes de querer mudar o mundo. Com a sua transformação pessoal é possível modificar o ambiente ao redor, propiciando avanços.
  13. Uma vida simples pode estar mais carregada de significados e propósitos.
  14. Você recebe o que transmite. Dê o melhor de si sempre.
  15. Seja uma Luz por onde passar.

Namastê!

Fragmentos

Do filme DEAR ZINDAGI:

“Ás vezes, nós escolhemos o caminho mais difícil, porque pensamos que para ter coisas importantes, devemos sofrer. As pessoas acham que precisam se castigar. Mas por quê? Por que não escolher o modo mais fácil? O que tem de errado? Especialmente, quando não estamos prontos para aceitar o problema.”

“- Você  já comprou uma poltrona?

-O que?

-Uma poltrona. Já comprou?

-Já.

-Você foi à loja e comprou a primeira que gostou?

-Não.

-Aí está. Experimentamos várias poltronas antes de comprar uma. Algumas são confortáveis, mas são horríveis. Outras são bonitas, mas machucam a bunda. Então o processo começa. Poltrona após poltrona… quantas poltronas experimentamos antes de encontrar uma especial? (…) O que quero dizer é: se olhamos tantas poltronas antes de escolher uma, por que não deveríamos fazer o mesmo antes de escolher um parceiro?

“Quando nos entendemos bem, não importa o que os outros pensam. Em nada. Se não tomarmos as rédeas das nossas próprias vidas, outra pessoa toma.

“O que a gente ganha com um sofrimento silencioso? Nada.

“Se você não chorar livremente, como vai rir livremente?”

Não deixe o passado chantagear seu presente e arruinar o seu futuro.”

“Na vida, quando um padrão se forma ou algo se torna um hábito, você tem que pensar bem. Inteligência é saber quando parar.

Depois que saí das redes sociais

Em dezembro de 2015, decidi excluir definitivamente as redes sociais que mantinha por anos: Facebook e Instagram (hoje, conservo apenas o Whatsapp, por facilitar a comunicação). Falei brevemente, repetidas vezes, em algumas postagens antigas acerca dos motivos: acreditava que não estava me desenvolvendo como ser humano, sustentava hábitos nocivos, não tinha muito poder de decisão acerca das informações que chegavam até mim e estava cansada do exibicionismo de sempre. A minha saída não foi fácil, visto que todos os dias acessava, frequentemente publicava fotos e queria ver o que os “amigos” pensavam, faziam, compartilhavam… e nisso, gente, horas e horas se passavam sem que, ao menos, eu notasse. Quando eu via, já era noite. Quando eu via, não tinha feito absolutamente nada de produtivo ou prazeroso. Quando eu via, estava esgotada. 

Nos primeiros meses após ter eliminado ambas redes sociais, queria voltar, sentia falta dos elogios, gostaria de ser admirada, queria que me vissem de determinada maneira, me sentia sozinha, gostaria de distrações e de ver o que os outros andavam fazendo. A partir desses momentos de recaídas, do desejo e pedido gritante por retorno, houve um intenso processo de descobrimento de mim mesma. Eu não cedi. Acessei as minhas pseudo necessidades, carências, a angustiante solidão, o tempo ocioso e curiosidades inúteis. Ao contatar esses elementos dentro de mim, percebi que nunca os tinha observado devidamente, justamente porque estava muito adormecida.

Mesmo que quisesse, não encontrava mais sentido em estar lá, considerando que comecei a avançar e experienciar uma maneira diferente de viver. Percebi que não me sentia mais triste se não recebesse elogios ou admiração, me dei conta de que ‘ser’ é mais gostoso do que tentar ‘parecer ser’, compreendi que a solidão me ensinava a crescer espiritualmente e emocionalmente, descobri que poderia escolher distrações mais construtivas como leituras, filmes, desenho e dança, observei que me sentia mais feliz comigo e com a minha existência, já que não me comparava mais com ninguém. Como voltar? Neste sentido, voltar seria perder o que havia conquistado. Era preciso reconhecer que de fato eu não tinha controle no uso, que não sabia utilizar positivamente e que muito menos passaria a administrar meu tempo e energia ao retornar. Assim, preferi continuar afastada.

O meu corpo ganhou muito com tal decisão. Passei a me exercitar conscientemente e de maneira mais saudável, respeitando os meus limites e tempo. Ao praticar Yoga e meditar “no anonimato”, comecei a perceber a sua essência e encontrei propósitos mais autênticos: me tornei calma e equilibrada, de fato. Emocionalmente, descortinei o que não gostaria de ver e pude iniciar um trabalho pessoal de reconstrução de mim mesma e reparos. No âmbito dos relacionamentos, meus contatos se tornaram mais nutritivos e autênticos. O campo espiritual também foi imensamente beneficiado, visto que incorporei ou reacendi valores relacionados à humildade, compaixão, paciência e honestidade.

Após mais de 1 ano sem fazer parte do mundo Facebook e Instagram, aprendi que ali nem todo elogio é sincero, que quem de fato se importava comigo me buscou de alguma maneira depois (e foram poucos), aprendi que nem tudo o que reluz é ouro e eduquei meus olhos para visualizar quanta riqueza há ao meu redor e dentro de mim, ou seja, não há ganhos na comparação.

Essa foi uma das etapas do meu processo de minimalizar a existência. Só ficou o que acredito ser necessário, elementar e importante para meu desenvolvimento como mulher, familiar, namorada, profissional, pessoa. Só permaneceram aqueles e aquelas que somam qualidade aos meus dias.

Preciso dizer que sim, senti muito medo de estar perdendo algo importante (para ler mais sobre isso tem um texto muito esclarecedor e interessante aqui). Passei pela fase de acreditar que ficaria sem saber sobre cursos relacionados à minha área, que isso me prejudicaria, que ficaria sem o contato de pessoas que moram longe ou de colegas de outros tempos, e ainda, que não teria a distração de páginas ou perfis que me acrescentavam coisas boas. Vivi a angústia de estar por fora do mundo, me sentindo bastante excluída e diferente. Com o tempo, percebi que não perdi muita coisa, os cursos chegaram e as informações importantes também, além disso, desenvolvi a criatividade, buscando outras fontes de ‘coisas boas’ em blogs, sites e livros, como citado anteriormente.

Tenho consciência de que muitas pessoas se relacionam beneficamente com as redes sociais. Isso é muito bom! Afinal, é um espaço que pode ser bastante rico para rever pessoas, abraçar uma causa, compartilhar positividades, transmitir informações, divulgar trabalhos e explorar hobbies diversos. É um mundo de possibilidades e conteúdos interessantes, sem dúvidas. Porém, se há tristeza, isolamento, comparações, ansiedade, falta de controle ou concentração, é necessário rever o uso. Aos poucos, devagar, um passo de cada vez. 

Diante de tudo o que foi dito acima, posso concluir que para mim valeu a pena. Não pretendo voltar. Não agora. Desde que saí definitivamente, pude me olhar e escutar. Encontrei novas formas de estar e ser. 

A palavra é libertação!

Namastê!